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domingo, 25 de dezembro de 2011

Uma questão de valor

Eu sei que preciso valorizar as coisas certas, mas não sei quais são as coisas certas.
Eu sei que seria mais feliz se valorizasse mais eu mesma, mas talvez se o fizesse não iria aprender com meus erros e os outros possíveis erros futuros.
Eu iria dizer que queria ter feito diferente no passado, para fim de ser diferente no passado enquanto ele não era passado, contudo eu seria diferente também. É um momento estagnado este, o que passou se foi, só me resta fazer representações alternativas dele para deixar-lo mais bonito e poético por ser imperfeito e essas coisas.

Eu penso demais no futuro ao contrário do passado, mas estou evitando nos últimos dias. Eu não quero que as coisas sigam em frente. Eu não gosto dessa sensação que as pessoas fazem de que o tempo se foi e um novo começo está por vir. Não há uma linha de largada e chegada nos calendários. Você não precisa fazer promessas vazias, é o que me digo. Não compare os anos ou se culpe pelos seus erros, é o que eu faço. Passado é que nem merda, vira adubo e nasce coisas boas ou você pode deixa-lo só pra ficar fedendo, mesmo.
De qualquer modo digo que não vou desistir de mim e do que eu quero, porque é horrível estar sem você mesmo e principalmente quando você não gosta de si, querendo se afastar.
Um dia vai chegar o que eu desejo, tudo ao meu ritmo tartaruga de realizações.
É o que eu digo agora, eu não tenho certeza disso depois.

Eu escrevi isso a muitos dias e conclui hoje, por isso deve estar meio estranho o texto... Não ligo.

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