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domingo, 25 de setembro de 2011

Escrever

Eu acho que tudo o que ronda o meu ser é sem significado e valor. Dispensável e até mesmo desprezível.
Sou facilmente convencida que quem eu sou é uma cagada feia e pequena no mundo. É feia. Ela não incomoda, já que vai desaparecer com a chuva.

Eu não tenho conseguido escrever, esse é o ponto.
Eu não estou conseguindo.
Eu preciso treinar mais, escrever mais. Eu não gosto do que escrevo, mas quero gostar.
Quando me sintia triste e solitária, eu escrevia. Isso poderia preencher algo dentro de mim, não poderia? Naquelas lacunas que penso todos terem e que alguns também a sentem com frequência parecida com a minha.

Eu não consigo pensar em nada, não sei o que está de errado. Se algo está errado. Se preciso encontrar algo errado. Se procurar enxergar luz no breu adianta, mas eu preciso. Preciso? Sinto uma necessidade voraz de tentar algo. Eu não sei o que seria. Eu preciso saber. O que há comigo? Poderia ter algo comigo, sendo eu quem eu sou? Uma pessoa normal. Não obvia, mas nenhum pouco surpreendente. Com uma vida comum. Sacas?


Amanhã (opa, na verdade hoje) será um dia divertido muito provavelmente, acho que esqueço desse assunto e ele vai ter sua data adiada para outro dia.
Nós vemos mais tarde, algo, mas por hora vamos bater um papinho.


Eu só quero inflar.
Esquecer dos pés na terra.
Pegar impulso no décimo quinto andar de um prédio e abrir os braços.
Isso, ah, ah, mas aaaah. Eu posso.

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